domingo, 13 de março de 2011

Bulling é assunto sério!

O bulling fere princípios constitucionais que diz a respeito à dignidade da pessoa humana e também o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano ao outrem gera o dever de indenizar. As pessoas que testemunham o bulling, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem tornar-se a "próxima vítima"do agressor.
A escola precisa estar informada sobre o que é bulling, e deixar exposto que não admitirá tal prática abusiva,o papel do professor é fundamental para identificar quem os atores, agressores e vítimas do buling.
É preciso conscientizar-se que o bulling tornou-se um problema de saúde publica, e que as vítimas são aqueles que consideramos fracos e frágeis, transformandos-os em objetos de diversão e prazer por meio de "brincadeiras" maldosas e intimidadoras.
Nós professores, precisamos combater o bulling, mas para isso, é preciso que haja cooperação de todos: professores, funcionários, pais e principalmente alunos, pois são eles que mais praticam essa ação. Sendo assim, é preciso atentar-se para os sinais de violência, procurando neutralizar os agressores e assessorar as vítimas. É necessário tomar algumas medidas preventivas, como: aumentar a supervisão no recreio e intervalos, evitar em sala de aula apelidos e menosprezos, promover debates sobre as formas de violência, respeito mútuo e afetividade entre as pessoas. 


Pedagogia da Alternância.


 A Pedagogia da Alternância baseia-se num método que procura ver, observar, refletir, experimentar, agir e questionar através dos planos de estudo na família, comunidade ou na escola. É um método que leva o aluno a praticar para depois ter a teoria sobre a prática, mostrando que a vida ensina mais do que a escola, então o centro do processo ensino-aprendizagem é o aluno e sua realidade.
 A experiência torna-se ponto de partida para a aprendizagem e tem uma ação conjunta com a escola, a família e a comunidade, objetivando um desenvolvimento amplo do alternante-estudante, com a proposta de buscar a socialização do saber, a valorização da cultura popular, o diálogo para um aprofundamento científico e o aprimoramento desses saberes em vista da transformação do meio. No campo acontece a pesquisa e a observação da realidade, onde se busca os saberes e experiências; na escola, realiza-se a reflexão, problematização e aprofundamento dos conhecimentos, que por sua vez, o jovem aplica seus conhecimentos na prática, realiza novas experiências e pesquisas.
 Em minha opinião, a educação só tem a ganhar com a Pedagogia da Alternância, pois ela ultrapassa o espaço escolar e exige uma interação entre a prática e a teoria, promove a inclusão do estudante, tornando-o sujeito ativo nas ações escolares.
 A escola vai ao encontro à realidade dos alunos, suas famílias, suas vivências e ainda cumpri seu papel de pesquisadora. Ainda mais, nesse modelo de educação acontece um impacto positivo, pois, apresenta estratégias para o desenvolvimento local sustentável solidário, para a segurança alimentar, geração de emprego, renda familiar, melhor qualidade de vida, fortalecimento da agricultura familiar e manejo agroecológico, além da elevação da auto-estima dos jovens e de suas famílias, havendo o resgate e valorização da cultura do homem do campo e expansão e adaptação da proposta nas distintas realidades brasileira

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sujeitos e Saberes da Educação Indígena.


Uma pitada de informação.

         Antes da chegada dos colonizadores havia milhões de índios no continente Americano, mas o contato com o homem branco fez com que muitas tribos perdessem sua identidade cultural. As culturas de brancos e índios eram diferentes e pertenciam a mundos totalmente distintos.
         Os indígenas habitantes do Brasil viviam da caça, pesca, agricultura, domesticavam animais de pequeno porte, ou seja, possuíam uma relação baseada em regras sociais, políticas e religiosas próprias de cada tribo.
         Com a colonização houve uma violenta desorganização nas sociedades indígenas, interessados nas terras, os colonizadores usavam a violência, matavam, transmitiam doenças e achavam-se superiores aos indígenas, portanto, deveriam dominá-los e colocá-los ao seu serviço.
         Sua educação era baseada nos conhecimentos que os mais velhos possuíam, pois eram orientados a observar tudo que os adultos faziam e assim iriam treinando desde cedo e vinculando sua educação a realidade da vida da tribo indígena. Mas com a chegada dos jesuítas essa educação indígena foi interrompida, pois os jesuítas vieram com a intenção de catequizá-los ensinando sua religião, moral e costumes. Hoje o que mais vemos são índios falando a língua portuguesa, perdendo seus costumes, crenças, valores, assim como sua identidade.
         Os índios misturados à sociedade enfrentam preconceitos, desigualdades sociais, além do difícil acesso a educação e saúde. Também devido a essa dificuldade de acessos fez com que os índios se aproximassem mais da cultura do homem branco para obter mais conhecimentos, uma vez que, os brancos trouxeram também novas doenças, e sua ervas e remédios caseiros já não eram tão eficazes.
         Ao longo do tempo a educação indígena passou por diversas mãos, inicialmente pelos jesuítas que tinham como objetivo catequizá-los e domesticá-los segundo os costumes europeus. Logo, houve o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), que visava prestar assistência aos povos indígenas, mais tarde criou-se a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) comprometida em promover a educação básica do índio, proteger as comunidades indígenas e despertar o interesse da sociedade nacional pelos índios e suas causas, além de várias outras Organizações Não Governamentais que se propuseram a trabalhar em prol dos índios.
         Somente a partir de meados dos anos 70 que se iniciam no Brasil programas para a escola indígena que visa transformar essa escola. O Centro de Trabalho Indígena (CTI) com a proposta de que na educação indígena ensinasse o alfabeto na língua portuguesa, não na língua nativa, e na matemática ensinasse apenas as operações básicas para que os indígenas pudessem calcular suas despesas na cidade. Esta concepção de alfabetização tomou forma, foi aplicada e, possivelmente, ainda hoje é aplicada em vários grupos indígenas em todo o território brasileiro. A Organização Não Governamental, (CIMI) – Conselho Indigenista Missionário levava o projeto escola para as aldeias e fazia questão de alfabetizar os índios na língua nativa, justificando a necessária autonomia e acesso ao mundo das informações.
         Foi de um projeto alfabetizador, missionário nasceu, nas escolas indígenas, um ímpeto para se conhecer todas as formas que a sociedade usa para registrar os eventos do mundo. A chamada revolução tecnológica nas comunicações afetou a área de alfabetização, o alfabeto levou séculos para chegar às aldeias, já os aparelhos telefônicos levaram somente décadas.
         A escola indígena é uma realidade em processo. Apesar de adaptações essas escolas seguem uma estrutura curricular semelhante à escola normal. O que se observa é um embate cultural entre muitas culturas. As propostas curriculares têm vindo dos indígenas e cabe somente a eles definir as linhas de trabalho. Os professores indígenas têm um papel complexo e um trabalho monumental, pois cabe a eles desenhar o curriculum daqui pra frente.
         As informações que este texto transmitiu-me é que a história tem muito a revelar sobre esses nativos e que vale a pena buscar novos conhecimentos sobre a diversidade do nosso país.
         Apesar das diferenças, as trocas de experiências entre os povos e culturas devem ser preservadas e respeitadas. Assim como, as escolas indígenas mantêm contato com a sociedade ”civilizada”, também devem preservar seus costumes e crenças, pois, além de revelar novos conhecimentos, é importante não enterrar sua identidade.



quinta-feira, 3 de março de 2011

Questão de atitude!




        A desigualdade social e a pobreza acontecem quando a distribuição de renda é feita de forma desigual, deixam “muito” nas mãos de poucos. Esse fato faz com que as crianças e os jovens cresçam sem estrutura para a vida, onde muitos deles acabam tornando-se marginais. Às vezes não porque querem, mas apenas por falta de oportunidade.
         É preciso fazer valer as leis dos cidadãos, mas para isso é preciso acabar com as diferenças sociais tão marcantes em nosso país. Para tanto faz-se necessário a implantação de políticas públicas que viabilizem esses direitos, através da educação de qualidade e condição de trabalho à todos os brasileiros.
         A educação pode e deve ser um dos caminhos para promover o respeito à diversidade e a igualdade nas relações étnico-raciais. Ela pode estimular as crianças a serem mais receptivas as diferenças, desenvolvendo o senso crítico para recusar a intolerância e o preconceito que hoje está presente em todos os lugares.  Às vezes as pessoas associam alguém de baixo nível social à alguém delinquente e que provavelmente vive na miséria; e que alguém com um nível superior é um pessoa excelente, Errado! Pois os crimes que envolvem dinheiro vêm quase sempre das pessoas com nível superior.
         Fica visível então que os direitos mais básicos só são garantidos quando se vive com dignidade, com uma boa renda capaz de fornecer moradia, boa alimentação, boa educação e estabilidade para o futuro. Pretender eliminar por completo a discriminação não é tarefa fácil, mas as atitudes positivas certamente levarão a sociedade a respeitar o direito da diferença.
         Compete a nós a responsabilidade de contribuir para a construção de um mundo melhor, e também que o poder político cumpra com as suas responsabilidades combatendo as corrupções e buscando a melhoria da sociedade. Veremos os reais resultados dessa transformação se respeitarmos a vida e as diferenças que marcam cada indivíduo.

 Imagem retirada do site: http://www.juventudesanta.com/
África do Sul: do Apartheid à sede da Copa do Mundo de Futebol


No dia 11 de junho de 2010 ocorrerá um fato histórico – pela primeira vez um país africano sediará o mais importante evento futebolístico do planeta, a Copa do Mundo de Futebol. A África do Sul, localizada na África Subsaariana, receberá 31 seleções mundiais e milhares de turistas durante um mês.
No dia 15 de maio de 2004, a África do Sul foi escolhida como o país sede da Copa do Mundo de 2010. A nação estava concorrendo com o Marrocos e o Egito para sediar o evento. A África do Sul recebeu 14 votos contra 10 do Marrocos; o Egito, por sua vez, não recebeu nenhum voto.
Com todas as atenções voltadas para a África, surge, portanto, a oportunidade de se conhecer melhor esse continente marcado por concepções preconceituosas, onde pouco se destaca as belezas naturais, a diversidade cultural, o potencial econômico, dando mais ênfase aos conflitos étnicos, à fome, à Aids, à miséria, entre outros aspectos negativos.
A realização da Copa do Mundo na África do Sul é uma prova de que alguns países africanos têm condições de organizar uma competição dessa magnitude. Muitos duvidam que o torneio seja bem organizado. Porém, poucos têm conhecimento da infraestrutura do país sul-africano que, em vários aspectos, é superior à do Brasil, visto que todas as cidades sedes dos jogos do torneio são interligadas por excelentes estradas. Os aeroportos foram ampliados e possuem bons aparatos de segurança. O país está totalmente preparado para receber cerca de 500 mil turistas.
A seleção da África do Sul não é considerada uma das favoritas para vencer essa Copa do Mundo, porém, se a competição for sobre diversidade étnica, pluralidade cultural ou biodiversidade (a África do Sul possui a terceira maior biodiversidade do planeta), o país é um dos grandes vencedores.
O fato de poder organizar um torneio mundial de seleções de futebol já é uma grande vitória para um país que sofreu com uma política de segregação racial (apartheid) durante mais de quatro décadas (1948 a 1994). O apartheid proibia o acesso dos negros às urnas, além de não permitir que eles adquirissem terras na maior parte do país, obrigando-os a viverem em zonas residenciais segregadas, uma espécie de confinamento geográfico.
Atualmente, com o fim do apartheid, a África do Sul tenta reduzir os problemas gerados durante o regime político de segregação racial. A desigualdade social ainda é alarmante; os índices de violência são altos, além da grande quantidade de pessoas que possuem o vírus HIV.
A Copa do Mundo de Futebol proporcionará momentos de alegria para a população local, além de promover o conhecimento de uma África pouco divulgada, em especial as riquezas naturais, como, por exemplo, as savanas e sua rica fauna composta por girafas, leões, hipopótamos, búfalos, gazelas, porcos selvagens, leopardos, diversas aves, entre outros


A arte africana representa os usos e costumes das tribos africanas. O objeto de arte é funcional e expressam muita sensibilidade. Nas pinturas, assim como nas esculturas, a presença da figura humana identifica a preocupação com os valores étnicos, morais e religiosos. A escultura foi uma forma de arte muito utilizada pelos artistas africanos usando-se o ouro, bronze e marfim como matéria prima. Representando um disfarce para a incorporação dos espíritos e a possibilidade de adquirir forças mágicas, as máscaras têm um significado místico e importante na arte africana sendo usadas nos rituais e funerais. As máscaras são confeccionadas em barro, marfim, metais, mas o material mais utilizado é a madeira. Para estabelecer a purificação e a ligação com a entidade sagrada, são modeladas em segredo na selva. Visitando os museus da Europa Ocidental é possível conhecer o maior acervo da arte antiga africana no mundo.

 

As máscaras africanas

Mascara Gelede do Benin no Brasil.
As "máscaras" são as formas mais conhecidas da plástica africana. Constituem síntese de elementos simbólicos mais variados se convertendo em expressões da vontade criadora do africano.
Foram os objetos que mais impressionaram os povos europeus desde as primeiras exposições em museus do Velho Mundo, através de milhares de peças saqueadas do patrimônio cultural da África, embora sem reconhecimento de seu significado simbólico.
A máscara transforma o corpo do bailarino que conserva sua individualidade e, servindo-se dele como se fosse um suporte vivo e animado, encarna a outro ser; gênio, animal mítico que é representando assim momentaneamente. Uma máscara é um ser que protege quem a carrega. Está destinada a captar a força vital que escapa de um ser humano ou de um animal, no momento de sua morte. A energia captada na máscara é controlada e posteriormente redistribuída em benefício da coletividade. Como exemplo dessas máscaras destacamos as Epa e as Gueledeé ou Gelede